Ano novo terá o blog com mais informações

Bom pessoal, acredito que cumpri minha parte neste ano que está terminando. Acredito que postei o maior número de informações sobre o H1N1em blogs no Brasil, cumprindo minha meta de tentar auxiliar ao máximo os leitores quanto aos perigos da pandemia de influenza, lembrando que ao contrário do que muitos falam por aí, essa pandemia ainda vai dar muito o que falar e a segunda onda ano que vem nos trará muitos problemas.

Lembro ainda que muito do trabalho aqui contido não seria possível sem a ajuda dos colegas leitores e colaboradores do blog com inúmeros comentários de imenso valor, além do esforço incrível da colega Natália com seus números da pandemia, sempre à frente do MS e da mídia em geral.

A todos eu desejo um ano novo cheio de alegrias, sem gripe e sem doenças, além de muita paz e claro, dinheiro para gastar afinal não somos de ferro…

Mas informo também que o blog terá mais informações. De modo algum sem deixar a gripe de lado e sem deixar de postar tudo sobre a pandemia do H1N1, trarei informações importantes sobre doenças já conhecidas no Brasil, como a Dengue e a Meningite, que tomaram alguns estados do país, além de também trazer informações importantes sobre qualquer assunto que possa auxiliar a todos, desde doenças emergentes ao tempo severo, sempre contando com a colaboração de todos, eis que o objetivo maior é passar informação adiante, precavendo as pessoas quanto a inúmeros perigos que nos rondam, mas que nem sempre são notados.

Esse foi o motivo de passar o blog para o site “precavido.com.br”.

Um abraço a todos e Feliz 2010 !

Novo vírus da gripe na Ásia é nova ameaça de pandemia.

dezembro 30, 2009 by Mauricio Beltran · Comente este post
Filed under: H1N1 (Gripe suína), diversos 

(O texto está em português de Portugal, na forma original da matéria publicada.)

Depois da pandemia de gripe A – ainda longe de estar terminada, alerta a OMS – os cientistas viram a sua atenção para outros vírus das aves capazes de infectar os humanos e gerar outras pandemias. Em Hong Hong, voltou a aparecer o H9N2.

O caso de uma menina chinesa de três infectada por um vírus da gripe que raramente afecta os humanos, o H9N2, está a preocupar as autoridades de saúde mundiais. É que este é um dos vírus das aves que os cientistas têm debaixo de olho como possível fonte de uma nova pandemia, logo a seguir ao mais conhecido H5N1, da gripe aviária.

As autoridades chinesas identificaram o H9N2 na criança, atendida num hospital de Hong Kong com sintomas de gripe. A menor teve alta a 11 de Dezembro e está completamente recuperada, mas o aparecimento do vírus fez as autoridades notificarem a Organização Mundial de Saúde (OMS).

É raro o H9N2 afectar humanos: desde 1999 só foram detectados sete casos, incluindo este. Todos tiveram pouca gravidade. Mas, mesmo assim, as autoridades de Hong Kong recomendam que se evite o contacto com aves de capoeira, o foco habitual destes vírus. Aliás, tal como o seu “primo” mais famoso – e também mais mortal – o H5N1.

Estas são as duas “ameaças” pandémicas que se mantêm desde os últimos anos do século XX e ambas vêm das aves, o grande reservatório natural dos vírus da gripe, explicou ao DN o virologista Jaime Nina. É isso que torna tão difícil o seu controlo e impossível a sua erradicação, conclui.

Assim, apesar da primeira pandemia do século XXI ter vindo do América do Norte, surpreendendo os cientistas, estes continuam atentos ao Oriente. A secretária-geral da OMS, Margaret Chan, reafirmou ontem que espera que o planeta nunca tenha de enfrentar uma pandemia de gripe das aves, para a qual não estamos preparados. É que, apesar de o H9N2 parecer pouco agressivo, o H5N1 mata cerca de 60% das pessoas que infecta: 263 pessoas desde 1997, segundo a OMS.

Felizmente, nem um nem outro arranjaram ainda maneira de se transmitir facilmente entre os humanos – uma capacidade fundamental para serem capazes de gerar uma pandemia.

Há nada menos nada mais do que 144 subespécies conhecidas de vírus da gripe, só do grupo A. O “nome” é dado pela caracterização das duas principais moléculas de superfície: a hemaglutinina (H), da qual são conhecidos 16 tipos; e a neuraminidase (N) da qual são conhecidos outros nove. Por exemplo, o vírus que causou a pandemia de 1918 era do tipo H1N1, tal como o da gripe A. Depois, os vírus são todos diferentes, tal como dois irmãos, da mesma família, explica Jaime Nina.

Hong Kong é um dos sentinelas mundiais para detectar vírus da gripe, porque está na Ásia, onde se iniciam normalmente as pandemias, tem uma grande concentração de população e de aves domésticas e a tecnologia necessária para isolar e identificar estes microrganismos.

Fonte:  – Portugal – DN.

Dominar pandemia de gripe suína pode levar um ano, diz OMS

A pandemia da gripe suína –como é chamada a gripe A (H1N1)– talvez só seja dominada em 2011, disse a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal suíço “Le Temps”.

Margaret Chan durante reunião da OMS; ela defendeu a declaração de pandemia de gripe suína e disse que função da OMS é prevenir

Margaret Chan durante reunião da OMS; ela defendeu a declaração de pandemia de gripe suína e disse que função da OMS é prevenir

Acho que devemos continuar prudentes e observar a evolução da pandemia ao longo dos próximos 6 a 12 meses antes de cantar vitória. É cedo demais para dizer que passamos do auge da pandemia de gripe em escala mundial. O inverno [boreal] ainda é longo”, disse ela.

Para Chan, não houve alarmismo na declaração, por parte da OMS, de pandemia, porque a função da organização é prevenir para depois não ter de lamentar. “A OMS adotou uma atitude muito prudente, principalmente se levamos em conta que foi a primeira pandemia em quatro décadas. Nunca teria declarado o estado de pandemia se não tivesse a certeza de que tinha as provas de que aconteceria.”

Segundo a diretora-geral, a epidemia foi lançada porque o vírus “se propagou de forma muito rápida por duas regiões diferentes do mundo”. “Todos chegamos à mesma conclusão e tomamos uma decisão unânime de anunciar uma pandemia em 11 de junho”, disse.

Chan tentou justificar o alarmismo argumentando que o anterior vírus de gripe não estacional, o da gripe aviária –tecnicamente chamado H5N1– matava 60% das pessoas que infectava.

“A respeito da comunicação, houve uma grande diferença entre o que se esperava e a realidade. Todo mundo esperava que a pandemia fosse declarada por causa do vírus da gripe aviária, que matava 60% pessoas infectadas. Pois não, a pandemia foi lançada por um vírus muito mais benigno, o H1N1″, disse Chan.

Na entrevista, Chan disse também que o mundo ainda não está preparado para combater uma eventual pandemia de gripe aviária. Ela enfrentou surtos dessa doença quando era secretária de Saúde de Hong Kong. “Digo sem hesitação: não estamos nada preparados. Realmente espero que o mundo jamais tenha de enfrentar uma pandemia de gripe aviária.”

Chan afirma considerar que “é preciso investir muito mais na vigilância animal”. “Nos últimos 30 anos, vimos aparecer 30 novas doenças, das quais 70% provinham dos animais”, disse.

O H1N1 já se espalhou por mais de 200 países, deixando quase 12 mil mortes confirmadas por exames de laboratório. Chan disse, no entanto, que provavelmente vai levar dois anos para que se possa estabelecer o número real de vítimas fatais.

OMS começa a distribuir vacina contra o H1N1 a países pobres.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) começa a distribuir nesta semana vacinas contra a influenza A (H1N1) – gripe suína. A ajuda é voltada para países que não têm condições de enfrentar a epidemia sozinhos. O Azerbaijão e a Mongólia serão os primeiros a receber os lotes. A vulnerabilidade de cada país e os preparativos para dar prosseguimento à vacinação foram alguns dos critérios adotados para a escolha.

O aparecimento de um novo tipo de vírus da gripe marcou o ano de 2009 como a primeira pandemia do século 21. O último balanço da OMS indica que o vírus Influenza H1N1 matou pelo menos 11.516 pessoas e atingiu mais de 208 países em todo o mundo.

A doença foi detectada pela primeira vez em abril deste ano no México. Autoridades locais acreditam que o surto tenha começado no povoado de La Gloria, onde vive um menino de 5 anos que teria sido a primeira pessoa a ser infectada. Entretanto, a OMS classifica o local de origem da doença de “desconhecido”.

O Influenza H1N1 é transmitido de pessoa para pessoa facilmente, da mesma forma que a gripe sazonal ou comum. A contaminação ocorre por meio da exposição a secreções de pessoas infectadas (tosse, espirros e superfícies contaminadas). Os sintomas incluem febre alta repentina, tosse, dores de cabeça, de garganta, musculares e nas juntas, secreção nasale, às vezes, vômito e diarreia.

O alerta para uma atenção especial em relação ao Influenza H1N1, de acordo com a OMS, baseia-se no fato de que, por se tratar de um novo vírus, ninguém – além dos que já contraíram a gripe suína – está imune. Há ainda a possibilidade de mutação do vírus para uma forma mais agressiva.

No Brasil, os primeiros casos foram detectados em julho deste ano. Atualmente, dados do Ministério da Saúde indicam que a taxa de infecção é de 14,5 casos para cada 100 mil brasileiros. Até o momento, 27.850 infecções foram confirmadas no país, sendo que 1.632 resultaram em morte (5,8%). Mais da metade das mortes (827) foi registrada na Região Sudeste, seguida pelo Sul do país, com 642.

Em outubro, o governo editou a Medida Provisória nº 469, que liberou crédito suplementar de R$ 2,168 bilhões para o enfrentamento da doença. A proximidade com o inverno no Hemisfério Norte e o temor de que a doença possa fazer ainda mais vítimas por conta das baixas temperaturas – que contribuem para uma maior sobrevivência do vírus – geraram mobilizações globais para o desenvolvimento e a fabricação de uma vacina.

Os Estados Unidos e diversos países europeus já deram início à imunização. O governo brasileiro comprou no último dia 16 o primeiro lote de vacinas – 40 milhões de doses. A previsão é que os medicamentos cheguem ao país em janeiro de 2010 e a promessa é que sejam disponibilizados antes do próximo inverno no Hemisfério Sul.

Os chamados grupos prioritários – que vão receber gratuitamente a vacina – ainda não foram definidos. A recomendação, de acordo com a OMS, é que profissionais da área de saúde sejam imunizados primeiramente.

Fonte: DCI – .

Cuba confirma mil casos de gripe suína e alerta para novo surto.

da Efe, em Havana

As autoridades de saúde cubanas lançaram nesta sexta-feira novos alertas para reforçar as medidas preventivas perante uma segunda onda da gripe suína, doença que já deixou 41 mortos e cerca de mil infectados no país.

O vice-ministro de Saúde Pública, Luis Estruch, advertiu que o fim do ano e o início de 2010 é alta temporada no turismo e de maior movimento de estudantes e colaboradores cubanos no exterior.

“Temos, até o momento, menos de mil casos confirmados. Pode ser que existam mais, mas só os avalizados por uma amostra virológica são aceitos como dados oficiais”, disse o vice-ministro, citado hoje pelo jornal oficial “Granma”.

Estruch, responsável pelas áreas de higiene, epidemiologia e microbiologia, pediu que se fortaleça o controle sanitário nos portos e aeroportos, lembrou que em Cuba os primeiros casos da gripe foram detectados em maio, com o retorno de três estudantes mexicanos, e que já em setembro a doença era vista em todo o país.

Fonte: Folha Online -.

Novo antiviral mais eficaz do que ‘Tamiflu’

Novo antiviral mais eficaz do que ‘Tamiflu’

Só agora vai ser testado em humanos, mas pode destronar o ‘Tamiflu’ e o ‘Relenza’ no tratamento da gripe A e da gripe das aves. Os virologistas insistem que é preciso alternativas para o caso de haver mais mutações.

Um medicamento experimental contra o vírus da gripe aviária, o H5N1, está a ter melhores resultados no tratamento da gripe A do que os antivirais recomendados pela Organização Mundial de Saúde: o Tamiflu e o Relenza. O favipiravir só agora vai começar a ser testado em humanos, mas os virologistas dizem que é importante ter uma alternativa aos actuais tratamentos, já que começam a surgir resistências e dúvidas sobre a sua eficácia.

Para o virologista Jaime Nina, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa), desenvolver novos antivirais contra a gripe é “uma necessidade e uma prioridade” porque “estar dependente de um único grupo de medicamentos é um perigo”. “Basta uma mutação para ficarmos sem tratamentos eficazes contra a pandemia”, explica.

Isto porque tanto o Tamiflu como o Relenza pertencem ao mesmo grupo – “inibidores da neuraminidase” – e quando um doente desenvolve resistência a um, o outro também perde eficácia. Assim, apesar de o Relenza estar a ser usado quando o Tamiflu deixa de funcionar, “os resultados não têm sido brilhantes”.

Segundo a última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, onde os investigadores japoneses e norte-americanos publicaram a sua investigação, este novo medicamento funciona de forma diferente dos antivirais actuais – tem como alvo uma enzima essencial à sobrevivência do vírus.

E, de acordo com aquele estudo, funciona “muito melhor” do que o Tamiflu até três dias depois da infecção – quando ambos os medicamentos foram usados nessa altura, o favipiravir foi duas vezes mais eficaz. Isso pode ser fundamental uma vez que muitas pessoas só procuram os serviços de saúde depois de algum tempo com sintomas, realçam os autores.Mas é preciso passar dos testes em ratinhos de laboratório para os testes em humanos.

Além disso, nas últimas semanas surgiram várias vozes na comunidade científica a questionar a falta de estudos que comprovem a eficácia do Tamiflu. Jaime Nina considera, contudo, que o antiviral tem dado provas da sua eficácia.

A investigação na área dos antivirais ganhou grande fôlego na última década, graças à procura de tratamentos para a sida, acrescenta o especialista do Insa. “Para se chegar agora a esta fase de testes em humanos esta pesquisa tem de ter mais de 10 anos”, explica, acrescentando que estamos a assistir à “explosão dos antivirais” .

A área da gripe, por sua vez, é muito apetecível, uma vez que existem apenas dois tratamentos disponíveis, que tinham sido desenvolvidos para gripe aviária. E apesar de o H1N1 ter prendido a atenção do mundo no último ano, o H5N1 continua a circular e é bem mais agressivo e mortal: infectou 447 pessoas e matou mais de metade desde 2003.

Fonte:  – Portugal – DN.

Mensagem de Natal

A melhor mensagem de Natal é sempre aquela que faz as pessoas pensarem por um momento, que torne-se uma reflexão à nossas atitudes perante a nós mesmos e aos nossos semelhantes.

A melhor mensagem de Natal é a sua consciencia, seu eu pensante, na reflixão ao menos por um breve momento sobre tudo o que se passou no ano que está para findar, gerando aquelas imagens e sensações únicas de cada um, que podem ou não fazer a diferença.

Portanto, a minha mensagem de Natal é a sua mensagem. É aquela que você vai refletir, pensar e imaginar, e a sensação que irá ficar será marcada como a mensagem de Natal, pois cada qual tem sua religião, seu modo de ser, sua própria visão de mundo, e portanto a mensagem só poderia ser a sua própria mensagem: Seu pensamento.

Feliz Natal a todos.

Gripe Suína (H1N1) causa preocupação no Rio Grande do Norte.

Mesmo com o tempo quente, a nova gripe está provocando muita preocupação no Rio Grande do Norte. Doze pessoas já morreram nos últimos cinco meses – e o número de casos suspeitos da doença não para de crescer.

A Secretaria de Saúde do estado dispensou as funcionárias grávidas do trabalho.

No setor de Biomedicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, as férias foram antecipadas.

Na festas populares, os cartazes informam sobre a prevenção.

O maior plano de saúde do estado orientou os hospitais conveniados a suspender as cirurgias que não fossem de urgência.

No hospital público que é referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas os dados são preocupantes: em outubro foram atendidas 17 pessoas com sintomas da nova gripe. Em novembro,foram 104 notificações. Nos primeiros 15 dias de dezembro, foram registrados 350 casos suspeitos//

Das 29 mortes registradas no Nordeste, 12 ocorreram no Rio Grande do Norte.

O médicos infectologistas não sabem porque a situação no estado é mais grave que nos outros da região.

A Secretaria de Saúde quer incluir o estado na lista de prioridades de vacinação do Ministério da Saúde. A preocupação é com o com o aumento no número de pessoas circulando na cidade neste período de férias.

“Como o estado do Rio Grande do Norte está vivendo esse pico em um momento diferenciado, que a gente tenha a condição de ter antecipadamente a vacina”, diz Juliana Araújo,da subcoordenadoria de vigilância epidemiológica.

Fonte: G1.

- Com certeza a tendência nos estados do Nordeste é o aumento no número de casos da doença e infelizmente, de óbitos pelo despreparo da população.

Animal de NY é 1º cão infectado pela gripe suína nos EUA.

Um cachorro de 13 anos da cidade de Bedford Hills, no Eestado de Nova York, se tornou o primeiro cão do país a ser infectado pelo vírus da gripe A, informou nesta terça-feira a Associação Nacional de Veterinários (AVMA, na sigla em inglês).

Segundo os diretores da associação, que agrupa os veterinários de todo o país, o animal já está em casa, embora tenha passado dois dias em um hospital para animais.

Também foi informado que o cão, internado no último dia 13, pertence a uma pessoa quem, uma semana antes, havia sido diagnosticada com a mesma doença.

Quando foi levado para o veterinário, o cachorro apresentava sintomas como febre alta, tosse seca, cansaço e falta de apetite. Só depois de vários exames é que os profissionais que atenderam o animal chegaram ao diagnóstico da gripe A.

A AVMA explicou que os resultados das análises, realizadas em laboratórios do estado de Nova York, revelaram que o cachorro não tinha o vírus da gripe canina (H3N8), mas o da gripe A que atinge os humanos (AH1N1).

Para se certificar do resultado, os veterinários encarregados do caso enviaram mostras à Universidade de Iowa, que confirmou o diagnóstico.

O cão infectado se recupera bem em casa. De acordo com a AVMA, em breve ele se submeterá a novos exames.

Fonte: - Terra -.

Autópsia de vítimas da gripe suína no Brasil mostra que vírus lesiona pulmão.

Os resultados das primeiras autópsias de brasileiros que morreram por causa da gripe suína mostram um cenário de danos ao organismo que remonta às epidemias de influenza de 1918, 1954 e 1968: destruição dos alvéolos pulmonares, hemorragia alveolar, inflamação necrótica dos bronquíolos e sinais de falência múltipla dos órgãos. Os exames indicam também ter havido uma resposta exagerada do sistema imunológico contra o vírus, o que acabou por prejudicar os pulmões das vítimas.

No trabalho inédito de análise dos tecidos de 21 pessoas mortas pelo H1N1, cientistas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP apontam ainda que os piores danos pulmonares ocorreram na única paciente grávida analisada, o que confirma a importância da priorização dada a essas pacientes durante a epidemia.

O estudo foi publicado em outubro na revista científica American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine e é um dos primeiros a revelar o resultado de autópsias de vítimas da nova gripe. “Em um cenário em que poucas autópsias foram realizadas, o estudo demonstra a extrema utilidade do procedimento (…) para o conhecimento da nova doença”, afirmam os autores do trabalho, liderados por Thais Mauad. “Mostramos que o pulmão é o órgão mais afetado, o que não é diferente das outras pandemias.”

Além disso, explica a pesquisadora, em alguns pacientes ficou demonstrado que o corpo, sem conseguir combater eficazmente o agente patogênico, tenta conter a replicação viral com um “armamento” imunológico tão pesado que acaba por lesionar os próprios pulmões.

Segundo o trabalho, os mortos pela gripe suína tinham em média 34 anos e eram em maioria homens. Além disso, 76% tinham comorbidades – problemas crônicos, como doenças cardíacas -, o que confirma que a infecção nesse público é muito perigosa. Os sintomas mais comuns foram falta de ar e febre, o que também condiz com as definições oficiais de casos graves.

“Uma vez que os sintomas são diagnosticados, essas pessoas precisam ser agressivamente tratadas”, diz Thais. A maioria recebeu tratamento com o antiviral oseltamivir (cujo nome comercial é Tamiflu), mas não havia informação sobre se isso ocorreu nas 48 horas após o aparecimento dos primeiros sinais da gripe, como determina a bula. “São doentes muito graves que tiveram uma evolução muito rápida. Muitas vezes há pouco a fazer. Mas é possível que os quadros sejam causados por uma carga viral não controlada. E o Tamiflu é importante para diminuir a carga viral.” A pesquisadora ressalta que o manejo adequado dos casos de gripe suína em Unidades de Terapia Intensiva é essencial. Recomenda-se manter hidratação e ventilação, além de dar antibiótico para manifestações secundárias.

“Quanto maior o número de autópsias em pacientes graves, melhor será o entendimento da doença”, comentou sobre o trabalho Nancy Bellei, infectologista da Unifesp. “Mas tivemos o maior número absoluto de mortes do mundo (1.632, segundo boletim de dezembro do Ministério da Saúde) e nem 10% passaram por autópsias.” Para Expedito Luna, professor do Instituto de Medicina Tropical da USP, “é preciso ainda esclarecer, nessa epidemia, o que leva os pulmões desses pacientes a ter essa resposta”, disse .

CRONOLOGIA

24 de abril de 2009: A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta sobre a confirmação de

casos de uma nova gripe nos Estados Unidos e no México e pelo menos 60 mortes. No dia seguinte é confirmado que a doença é transmissível de pessoa a pessoa

30 de abril: A OMS rebatiza a gripe suína de gripe A(H1N1). O Ministério da Saúde brasileiro diz que quatro casos suspeitos estão em monitoramento

7 de maio: São confirmados os primeiros casos de gripe suína no Brasil: dois no Estado de São Paulo, um no Rio de Janeiro e um em Minas Gerais

11 de junho: A OMS declara a gripe suína como uma pandemia global, depois do aumento de casos nos Estados Unidos, na Europa, na Austrália, na América do Sul e na Ásia

12 de junho: A farmacêutica Novartis anuncia a produção de uma vacina contra a nova gripe. Segundo dados oficiais, há 29.669 infectados em 74 países, com 145 mortes

11 dezembro: Segundo o mais recente boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, são 27.850 casos de gripe confirmados no País desde maio, dos quais 1.632 (5,8%) terminaram em morte

Fonte:  Estadão.com.br.

- Informação importantíssima para aqueles que ainda insistem na premissa de que a gripe causada pelo H1N1 é igual à gripe sazonal.

Proteínas naturais bloqueiam vírus H1N1, causador da nova gripe, diz estudo

Proteínas naturais do ser humano bloqueiam a reprodução do H1N1, o vírus causador da nova gripe. A compreensão dessas funções, antes ignoradas pela ciência, abre caminho para tratamentos mais eficazes, anunciaram nesta quinta-feira (17) pesquisadores do Howard Hughes Medical Institute, liderados por Stephen Elledge.

Os resultados do estudo americano foram publicados na versão on-line da revista “Cell”.

A ação das proteínas pode desacelerar a disseminação da influenza pandêmica. A proteína também consegue bloquear outros vírus, como o da dengue e da febre do Nilo.

Médico palestino verifica raio X de paciente da nova gripe no hospital Al-Shifa, cidade de Gaza. Pesquisa divulgada quinta (17) abre novo front na busca de terapias mais eficazes contra o vírus H1N1 (Foto: AFP/Mohammed Abed 08-12-2009)

Sem a presença das proteínas da clase IFITM3, o H1N1 se reproduz 5 a 10 vezes mais rápido, explicou Elledge. Elevando os níveis de IFITM3, o vírus da nova gripe foi totalmente bloqueado. Proteínas da classe IFITM1 e IFITM2 também são eficazes no combate ao vírus influenza A (H1N1), a qualquer outra cepa de vírus da gripe e, para surpresa dos cientistas, ao vírus de dengue e de febre do Nilo.

O estudo contou com a colaboração de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Harvard, do Hospital-Geral de Massachusetts, da Faculdade de Medicina da Universidade Yale e do Wellcome Trust Sanger Institute, em Cambridge, Reino Unido.

Os pesquisadores ainda não têm certeza dos mecanismos pelos quais a IFITM3 e suas “primas” conseguem barrar vírus. Não se sabe ainda se uma longa exposição a níveis maiores que os normais de IFITM3 pode ser prejudicial ao organismo humano.

Fonte: G1 .

- Na verdade lí a respeito desse estudo em sites internacionais e a questão não é bem como na reportagem acima. Vou pesquisar com mais calma em sites científicos e postar depois.

China desenvolve remédio à base de ervas contra gripe A

Um grupo de médicos chineses anunciou o desenvolvimento de um remédio à base de ervas medicinais para tratamento da gripe A, informou hoje a imprensa local.

Segundo o presidente do Hospital Chaoyang de Pequim, Wang Chen, o fármaco “pode encurtar o período de febre do doente e melhorar seu sistema respiratório”.

Após sete meses de pesquisas e testes foi comprovado que o remédio tem ação efetiva para o tratamento de pacientes com gripe A.

A imprensa assegura que o remédio, denominado “Jin Hua Qing Gan Fang”, mostrou efeitos positivos em mais de 95% dos pacientes que o testaram.

“Se trata de uma boa notícia para os pacientes na China e na África, onde os custos médicos são um grande problema, já que este remédio é muito barato, e custa um quarto do Tamiflu”, assinalou o investigador Yang Jibin.

O Tamiflu, produto desenvolvido pela farmacêutica suíça Roche Holding, é o remédio recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para tratar a gripe A.

“Apesar de que a ciência moderna não conseguir explicar plenamente os mecanismos das ervas medicinais, também não pode ignorar o efeito quase imediato desta fórmula” disse Yang.

Nos últimos sete meses, participaram do desenvolvimento do fármaco mais de 120 especialistas, e Pequim destinou 10 milhões de iuanes (US$ 1,47 milhões) às pesquisas.

O país asiático enfrenta nos últimos dias um controle mais forte da gripe A devido à proximidade do Ano Novo Chinês e das férias do Festival da Primavera, quando a maioria dos chineses viaja para visitar seus familiares.

Por enquanto, mais de 36,7 milhões de pessoas na China foram vacinadas contra a gripe A, enquanto outras 74,5 milhões de doses de vacinas foram aprovadas para seu uso.

O Ministério da Saúde chinês informou ontem que 116 pessoas morreram pela gripe A na semana de 7 a 13 dezembro.

EFE

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